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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Manuel Coelho, o ilusionista que vive no faz de conta.


Mais uma vez, o Presidente da CM Sines, Manuel Coelho, utiliza o Governo como culpa da má situação financeira da Câmara. Em tempos de descontentamento popular, (E o CDS reconhece isso), fazer do Governo um bode expiatório de uma gestão fraca, errada e desgovernada, parece um pouco descabida. Será que foi o Governo que aumentou a dívida da Câmara para 29 milhões de Euros? Que aumentou o pagamento de dívidas aos fornecedores, prejudicando assim a economia local? Que não fez nada pelo Turismo, deixando a Pousada da Juventude ser demolida e fechando o Parque de Campismo durante anos? Que fala dos investimentos que há em Sines, mas que nunca lutou por eles, nem pelos Sineenses que foram sendo despedidos? Que denuncia que existem ordenados na Câmara que envergonha todos, mas que tem os membros do executivo pagos a peso de ouro? Que apregoa ser pela luta contra a poluição mas que nada fez ao longo dos mandatos por essa questão? Que anuncia obras atrás de obras, que são pagas com fundos comunitários, mas que ainda assim pesam na dívida da Câmara? Tantos exemplos que poderiam ser dados. O Governo tem de cumprir escrupulosamente as condições de um resgate financeiro que não provocou. De uma dívida que não contraiu. Mas as opções que endividaram Sines, vieram dos membros do Movimento SIM e não do Governo. Atirar areia aos olhos dos Sineenses é feio, e Manuel Coelho já provou ser um perito nessa arte. Ao invés de distribuir culpas, faça o seu próprio “Mea Culpa” e admita de uma vez por todos quem levou Sines a beira do colapso. Manuel Coelho não pode continuar o lema do seu amigo José Sócrates que tanto acarinhou nas Legislativas 2011, que afirmou que “Pagar dívidas é brincadeira de crianças”. O dinheiro público não é brincadeira, tal como os contribuintes sineenses não acham piada a quem desperdiça o dinheiro em projectos que não são da sua necessidade primária. As dívidas pagam-se e bem caro. E as críticas ao Governo, até deviam ser ponderadas, porque é o Estado, com o dinheiro de todos nós, que se prepara para pagar dívidas camarárias contraídas pelas gestões incompetentes como a que existe em Sines. O último mandato de Manuel Coelho, tal como tantos outros, não deixara saudades, porque as consequências desse despesismo incontrolável, irá durar infelizmente durante anos. E quem vier a seguir, terá a hercúlea tarefa de gerir uma Câmara com cofres vazios, sem ter tido um plano de remodelação que a preparasse para os desafios do futuro, sem produzir receitas próprias dignas e de uma cidade que não vive a altura do enorme potencial que tem e todos reconhecem ter. O CDS não se cala, irá continuar a denunciar as situações que são a realidade, e não o mundo de faz de conta, em que tudo corre bem, que é propagandeado no Jornal Municipal “Sineense”.

domingo, 8 de maio de 2011

Reacção do CDS-PP de Sines sobre o apoio do Presidente da CMSines a José Sócrates

Presidente da CMSines, Manuel Coelho com José Sócrates no Terminal de Contentores de Sines em 2009




Ao ver o Presidente da Câmara Municipal de Sines, Manuel Coelho a apoiar de forma inequívoca a recandidatura do primeiro-ministro demissionário José Sócrates com pompa e circunstância no Redondo, juntamente com os restantes autarcas ditos independentes da zona alentejana, fez-me recordar Fernando Nobre, que se dizia independente, que era apologista da sociedade civil e pela cidadania e que passado meros meses se oferecia para o cargo de Presidente da Assembleia da República pelo PPD/PSD. Não se enganem em relação a este apoio deliberado do autarca de Sines. Se, e recuando no tempo, para a ultima Assembleia Municipal em Porto Covo, já se tinha descortinado a veia socialista de Manuel Coelho, este anúncio nada mais é do que a confirmação do que há muito se suspeitava, até pela amizade de Manuel Coelho com o Presidente da Distrital do PS, e pelo suposto convite para liderar a lista do PS para as Autárquicas de 2009. A verdade é que temos um bloco a governar Sines. Formado de um lado, por um Movimento Independente que faz o que quer a seu belo prazer, sem uma linha orientadora que se veja, que só recentemente acordou para a vida, ao ver que a política que muitos dos seus membros, ex-militantes do PCP, impuseram para Sines, levaram ao actual descalabro das contas camarárias, e por outro lado, o maior partido da oposição, o Partido Socialista, cúmplice na continuação de políticas que nada dão de novo para um Concelho que deveria ser um exemplo para o resto do país.  Manuel Coelho, ao dar um apoio deliberado a um Primeiro-Ministro, que é culpado por a maior taxa de desemprego de sempre, pela maior divida publica de que há memoria e que fez com que chegássemos a situação calamitosa de sermos um protectorado que depende do dinheiro estrangeiro para sobreviver, está não só a dar um mau exemplo enquanto líder de um movimento dito independente, mas compactua igualmente com políticas socialistas que deixaram Portugal de rastos. Se o rumo do actual autarca de Sines é o Socialismo, então os Sineenses tem que saber que existe alternativa credível para este desgoverno. Paulo Portas está preparado para assumir o cargo de Primeiro-Ministro. Um líder que amadureceu, que tem tido uma orientação política coerente, que não cedeu perante o PS, nem alinhou em jogos com o PSD. Vivemos uma situação excepcional, e por isso precisamos de votar em quem realmente faz a diferença, e eu ao contrário de Manuel Coelho, não apoio quem levou Portugal ao fosso, mas irei votar quem tem condições para retirar do mesmo. Acredito em Paulo Portas. Este é o Momento. Por Ti. Por Todos. Portugal.
Por Paulo Freitas